Ora cá está um título de uma qualquer novela Mexicana, daquelas que ninguém vê. Pelo menos cá, na nossa cidade. Hoje, à hora de almoço, estava eu
acabadinho de sair do trabalho, quando me relataram o primeiro episódio. Ouvi incrédulo, mas depois percebi que nesse episódio entravam bastantes xerifes, aqueles que
asseguram a
segurança da cimeira que se pretende e deseja
segura, sosseguei e pensei que não fosse possível o que mais tarde aconteceu... A novela continuou da parte da tarde. Aquele que levou o tiro, mas que depois já não levou. O ouro roubado que foi recuperado mas que, afinal, ainda não apareceu. Os bandidos que escaparam e que foram todos capturados mas que, afinal, ninguém sabe onde andam. Os xerifes que afirmam ter capturado três dos quatro homens envolvidos nos assaltos mas que, afinal, outro xerife diz que é tudo mentira. O que é isto? O argumentista perdeu a cabeça? Ou os actores perderam o guião? Novelas assim não!
Duas notas para terminar, agora sem novelas mexicanas…
A primeira é um conjunto de pequenas (grandes) dúvidas que ainda não consegui esclarecer. Então vejamos, o ouro é roubado, a polícia forma barreira, os bandidos evitam essa mesma barreira e… Fogem? E conseguem? E ainda queimam um carro? E ainda roubam outro para fugir? E ainda fogem mais? E ainda desaparecem? E ainda não foram apanhados? Não entendo, ou então não percebi nada. Mas a dúvida que mais me agasta é o porquê da barreira não ter servido de nada.
A segunda nota, como não poderia deixar de ser, são os votos que tudo termine em bem: o ouro recuperado, o
Museu de Ourivesaria Tradicional* reaberto, os vianenses com a possibilidade de continuarem a ver a colecção do Dr. Manuel Freitas e, claro, os infractores da lei devidamente punidos.
*Rua Sacadura Cabral